JAÍBA E SEUS ENCANTOS
Elson Reis de Oliveira
Mais um ano de história
Nossa Jaíba completa
Amada e altaneira
Isso ninguém contesta.
Por isso, hoje, os meus versos
Fazem parte dessa festa.
“Aqui em se plantando, tudo dá”,
Já dizia o agricultor,
Espalhando a semente
De um futuro promissor.
É só cultivar a terra
Que o fruto é de valor!
Já foi terra de jagunço,
Capital nacional do carvão,
Terra do milho e da banana,
Celeiro farto de algodão!
Muitas frutas tropicais
Com água de irrigação!
Acolhe a todos com amor,
Povo bom e hospitaleiro.
Pode entrar que a casa é sua!
É o mantra do caseiro.
Todo mundo é bem-vindo
Seja nativo, retirante ou estrangeiro.
Jamais devemos esquecer
De registrar na história
Um rio que aqui passou
Hoje é apenas memória.
O Rio Verde que era grande
Acabou a trajetória.
Como não lembrar da Rua de Tábua?
Ruazinha de terra até a velha ponte.
E o Hotel da Ruralminas
Abrigava o viajante.
Gente rica e poderosa,
Famosa ou importante.
Hoje os tempos estão mudados,
Outros casos pra contar,
Onde o verde era reinante
Virou placa de energia solar.
E a colheita sazonal
Virou lenda pra contar.
Na inauguração da rede elétrica,
Muita festa e euforia,
Muita gente aglomerada
Naquele tempo podia!
Me chamaram pra representar
O sentimento de alegria.
A segunda ponte, a do meio,
Não pôde ser inaugurada,
Pois o Governo Rondon Pacheco
Disse uma palavra censurada,
Mandou dinheiro pra uma ponte
E construíram uma pinguela furada!
A nova ponte também
É uma piada pra contar.
Virou caso de política
Não se pôde inaugurar.
Todos queriam ser o pai,
Mas não tinha o DNA.
O Projeto Jaiba é nossa riqueza,
O cabedal do lavrador.
Foi um presidente general
Que veio aqui e implantou
A pedra fundamental
Onde tudo começou.
Eu estava lá presente,
Pode acreditar, sim senhor.
Saúdo os emancipacionistas!
Muita gente ajudou
A transformar em cidade
Um sonho se realizou,
Unindo Jaiba e Otinolândia
Numa simbiose de amor.
Nossa Jaíba continua
A Suíça brasileira
Vem gente de toda parte
Pra deitar nessa esteira,
Pra sugar nossa riqueza
E deixar a pirambeira.
Mas como diz o poeta:
Sertanejo é gente forte!
Faz a noite virar dia,
Transforma o sul em norte,
Pede proteção do céu
Pra mudar a sua sorte.
Não deixa a peteca cair,
Nem o balde entornar.
Nem que seja por um fio
Não vamos desanimar!
Colocar nas mãos de Deus
Que a vitória certa virá!
Dar as mãos numa corrente,
Unindo força e oração.
Todos juntos somos fortes,
Ninguém pode
soltar a mão!
Quem está do nosso lado
Faz parte da reconstrução!
Peço à nova geração
Que conserve esse legado.
Não apague da memória
Tudo o que foi conquistado!
Tenha força e fé na luta,
Pois Deus está do nosso lado!