O RIO DA MINHA TERRA
Elson Reis de Oliveira
Lamuriante e choroso,
Sob um sol escaldante
e atroz,
Agoniza um sonho, uma
vida, um encanto,
UM RIO.
Morre aos poucos o
meu velho Rio Verde Grande.
Suas águas, antes
límpidas e cristalinas, corriam como artérias levando vida a tantas vidas
aquáticas e subaquáticas,
Que alimentavam
tantas vidas terrestres,
Que mantinham acesas
as esperanças de sempre contar com as inúmeras vidas de um rio caudaloso e
abundante.
Vieram as máquinas,
O desmate,
As queimadas,
Os agrotóxicos,
As irrigações,
O BICHO HOMEM.
O fúnebre.
Esqueceram o juízo em
algum lugar,
O sentimento de
preservação,
O amor ao rio
À VIDA,
À PRÓPRIA VIDA.
Levaram os peixes,
As águas,
LEVARAM O RIO DA
MINHA TERRA.
Talvez um dia, no
futuro,
Haja, quem sabe,
Um lugar seguro
Para guardar pelo
menos
Um pouco da história
de um rio
Que teimoso
Passou por aqui.
👏👏👏
ResponderExcluirSaudades do Rio de minha infância. Rio Verde Grande era Perene há alguns anos. Hoje é estrada :(
ResponderExcluirLinda poesia Reis...
ResponderExcluirE muito triste ver esse rio desse jeito...
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