POESIA NA
PANDEMIA
Elson Reis
de Oliveira
Escola Zoé Machado
Muitos anos de eterno aprender,
Sempre firme nessa estrada,
Sinuosa de raro saber.
Aqui comecei minha lida,
De estudante a professor,
Belos dias, áureos tempos,
De um poeta sonhador.
Após 37 anos de estrada,
Desse humilde menestrel,
Quero registrar a história,
Resumida nesse rascunho de cordel.
O primeiro prédio foi de lata,
Meus primeiros madrigais,
Aurora de sonho jovem,
De um tempo que não volta mais.
Depois veio o novo prédio,
Um alforje de esperança,
Carregando no bornal,
Muita alegria na mudança.
Caminho, ponte, esperança,
Espaço para a canção,
Compôs o poeta Tom Andrade,
Unindo voz e violão.
Por aqui muitos passaram,
Mas jamais irão perecer,
As marcas que aqui deixaram,
Impossível esquecer.
Pra injustiça não cometer,
Seja aluno ou servidor,
Não quero aqui citar nomes,
Pois cada um tem seu valor.
E chegando em 2020,
Prontinha pra uma nova jornada,
Quanto brilho, quanto esmero,
Escola linda e reformada.
Mas eis que um inimigo invisível,
Tirou toda essa euforia,
Virou o mundo de ponta cabeça,
Numa virulenta pandemia.
O Arraiá do Zoelão,
Que já é festa popular,
Mas um tal coronavírus,
Fez o folguedo adiar.
Lousa virou celular,
Livro didático agora é PET,
Pai e mãe virou professor,
Mas, cadê a internet?
,
Teletrabalho virou febre,
Whatsapp é mão na roda,
Google Meet é a vez,
Mas o mestre, esse nunca não sai de
moda.
Governo diz que tá ótimo,
Educação mineira em disparada,
Mas não sabe o tal governo,
A realidade por nós enfrentada.
Máscara e álcool gel,
Isolamento social,
Nada substituiu a alegria,
De um abraço fraternal.
A saudade aperta o peito,
Coração bate ligeiro,
Vontade de despertar,
Desse sonho derradeiro.
Logo voltará ao normal,
Tudo isso vai passar,
Pelos corredores da Zoé,
Em breve iremos voltar.
Por aqui vou encerrando,
Essa minha latumia,
Pois se chegar no ouvido de Zema,
Pode cortar minha aposentadoria.
O finalzinho foi o melhor hahaha
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