Astro Rei
Elson Reis de Oliveira
Sempre sou sol.
As vezes queimando e outras suavizando a tonalidade da pele.
As vezes abrindo feridas, outras cicatrizando os machucados do dia a dia.
Sol que resseca e sol que aquece.
Sol nascente e sol poente.
De dia majestoso, escaldante e a noite vassalo, escravo da minha sina.
Sigo radiante cruzando o céu de infinitas estrelas.
Criando e recriando arco íris,
Formando e deformando a aurora boreal.
Meço o compasso das horas mas não defino o compasso do tempo.
Perpasso do ocaso ao apogeu.
Sem mim não há vida,
Só comigo é prenúncio de morte.
No meu caminhar solitário, raramente defronto minha amada no eclipse lunar.
Por alguns instantes, sol e lua formam uma simbiose perfeita, incomensurável.
Mas logo a magia se desfaz e minha lida continua.
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